sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sonhos



Hoje, sei lá porquê, apetece-me falar de sonhos!
Sonhos há os de muitos géneros! Sonhos de Natal, com abóbora, sem abóbora, com mais canela, menos canela, mas não é desses sonhos culinários, que me apetece falar.
Também há os sonhos enquanto dormimos, umas vezes a preto e branco, outros coloridos, alegres ou tristes mas os piores são os sonhos que se transformam em pesadelos e que nos acordam em sobressalto…
Mas eu quero é falar dos sonhos de gente acordada!
Eu tenho que confessar que sonho muitas vezes acordada, e mesmo quando sei que o sonho nunca será mais que isso, eu gosto de sonhar, sonhar…
Há quem sonhe com o Euromilhões, com lugares que gostaria de conhecer, com uma profissão brilhante, com um amor eterno, uma casa nova, um carro topo de gama, acabar com as guerras, a fome ou o que faria se tivesse uma varinha de condão… Tantas coisas com que se pode sonhar…
Até se pode sonhar em vir a ser Presidente da República!
Há muitos anos eu comecei a sonhar que havia de ser Mãe. Acho que na verdade isso começou quando eu brincava com bonecas! Ainda hoje eu adoro bonecas!
Por vezes acontece que há sonhos que teimam em não se realizar! E foi o que me aconteceu.
Eu queria mesmo ser Mãe, mas a natureza não me fazia essa gentileza.
Aí, eu dessa vez resolvi que havia de transformar o sonho em realidade, não ia deixar passar o tempo...
Troquei as voltas á Natureza, algures tinha que haver uma criança á minha espera. E havia! Tornei um sonho de gente acordada numa realidade maravilhosa.
Tenho um filho lindo que nasceu no meu coração! Hoje é já um homem!
Então não é que me dei conta que o meu coração é elástico e já tem um cantinho para os netos que hei-de ter!

É bom sonhar, não digam que não!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Museu da Carris


São bonitos, não são?
Lembra-se deles ou nunca os viu?
Pois este "jovem" com o nº 109 circulou pelas ruas de Lisboa entre 1948 e 1987
O "jovem" mais alto, o 486, também começou a circular em 1948 mas reformou-se em 1983.
Curioso mesmo é que, se andou neles e quer recordar a sensação, eles estão disponíveis para uma voltinha partindo de Santo Amaro em direcção ao Cais do Sodré passando pelo Rossio, Marquês de Pombal, Saldanha, Campo Pequeno e Entrecampos regressando depois por Belém.
Se não os conheceu pode vir a conhecer, bastando para tal marcar a viagem junto do Museu da Carris. No ano passado ocorria nos 3ºs sábados de cada mês a partir de Março com excepção de Agosto.
Ainda fica com opção de escolher viajar noutro modelo que não estes, porque ainda há mais, e vão todos em cortejo.
Pode acreditar que é divertido, seguro, não é dispendioso e vai ficar em montes de fotos e filmes porque os nossos turistas aproveitam bem o espectáculo!
Atrás destes “jovens” segue um reboque e um autocarro última geração, just in case...
Aconselha-se a viagem em dia de pouco calor porque ar condicionado, já era…


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Banco de Pedra


Ali me sentei e descansei...
Depois, retomado o fôlego, pensei…
Que mania esta de dar vida às coisas!
Porque hei-de passar o tempo sempre a pensar?
É só um banco de pedra, nada mais…
A pedra está fria e velha cheia de tempos passados…
Mas tu banco se um dia falares, que histórias terás para contar?
Quantos velhos se sentaram em ti e choraram a sua solidão?
Quantas crianças correram á tua volta inocentes e felizes?
Quantos beijos foram por ti testemunhados?
Quantas zangas de namorados?
E agora banco, quantos se sentam em ti e choram?
Sem emprego…
Sem futuro…
Sem pão…
E tu banco, tu frio, sem palavras, sem respostas, não falas…
E eu?
Eu falo, não sou de pedra, não sou fria mas também não tenho respostas, só perguntas…
E agora, que faço, que amargura, que futuro?
E deixo-te de novo sozinho e sigo o meu caminho, pensando…
Porque penso eu tanto?

domingo, 23 de janeiro de 2011

A Calçada Lisboeta


São as pedras das nossas calçadas nos caminhos de todos os dias...
Pedras que foram partidas, moldadas e escolhidas...
Ali colocadas pelas mãos calejadas dos calceteiros...
Batidas com força, sei lá se com raiva...
Mas que são arte, isso são...
E que destino?
Umas vezes pisadas aqui e ali sem rumo certo...
Outras, devagar, no desejo de adiar o que não pode ser mudado...
Algumas vezes pisadas com dor, desespero...
Por vezes inundadas de chuva ou lágrimas, que diferença?
Outras, com alegria e felicidade, correndo para um Amor que espera...
Outras, sentindo os protestos da vida, palavras de ordem, de luta...
Mas como se sentirão as pedras assim pisadas?
Será que sentem, terão alma?
Mas que são bonitas as pedras da calçada, isso são!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Estação Ferroviária do Rossio e o rei D. Carlos

E aqui está por debaixo do bonito relógio da Estação Ferroviária do Rossio o Rei D. Carlos!
Se quer conhecer melhor a Estação do Rossio, detalhes da construção do túnel, da sala real agora já recuperada consulte o link abaixo: 
http://www.ocomboio.net/PDF/refer/refer_exporossio_catalogo.pdf

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

D. Sebastião e a Estação Ferroviária do Rossio...


D. Sebastião, O Desejado, nasceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1554 e foi rei com apenas três anos de idade.
Em Agosto de 1578 desapareceu na Batalha de Alcácer Quibir e ainda hoje estamos á espera que ele apareça, numa manhã de nevoeiro segundo a lenda, para salvar a Pátria...
Se ele fosse um rapaz esperto e inteligente, hábil em finanças e economia, se calhar agora até nos dava jeito!...
Mas na Estação do Rossio também temos o D. Carlos...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Estação Ferroviária do Rossio


A correria é quase generalizada entre os que querem apanhar o comboio e os que chegaram e pretendem alcançar rapidamente ao seu destino. Os turistas, esses demoram-se um pouco mais porque a obra realmente vale a pena.  
Entre dois arcos em forma de ferradura lá está, feito de pedra e em tamanho natural, D. Sebastião.
Na verdade estou em crer que, como desapareceu no nevoeiro, ninguém repara nele...
A Estação Ferroviária do Rossio foi projectada em 1887 pelo arquitecto José Luis Monteiro e apresenta no seu exterior o estilo neomanuelino. A gare adopta as soluções da arquitectura do ferro, com cobertura metálica e envidraçada com colunas de estilo clássico em ferro fundido.
Foi classificado como Imóvel de Interesse Público em Novembro de 1971. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As Máscaras da Vida




Máscara de “Palhaço” Rico:
Eu tenho isto, eu tenho aquilo, eu sou assim, eu sou assado...
Mostra o Mercedes, veste marcas, ajeita o cabelo grisalho ...
Verdade da história: 
Não tem nada!
É pobre de sentimentos,
Olha o cego de lado e não estende a mão,
Olha a velhota carregada e pensa: Os filhos tinham obrigação!
Esquece que há filhos que trabalham até à exaustão...
Olha o pobre de soslaio e pensa: Que mal vestido!
Olha o imigrante e pensa: Desgraçado, deve andar a roubar!
Limpa a consciência no peditório da Luta contra o  Cancro.
Continua a limpeza com dois pacotes de arroz para o Banco Alimentar.












 

Máscara de “Palhaço” Pobre:
Eu não tenho nada!
A fábrica vai falir...
Como vou pagar a prestação da casa?
E a revisão do carro?
E os miúdos que gostavam tanto duma PlayStation?
Mas é tão rico...
Cego com quem se cruze não atravessa a rua sozinho,
Não há velhota a quem não pegue no saco das compras,
Olha o mais pobre ainda e pensa:
Tenho no fundo do armário uma camisola que lhe deve servir...
Olha o imigrante e pensa: Tanta guerra naquela terra!
No peditório do Cancro pede desculpa por dar tão pouco...
Para o Banco Alimentar compra leite e bolachas pensando nas crianças...
 
  
Máscara de "Funcionário Eficiente“ (Supostamente)
Corre, corre pelos corredores...
Dobra-se em vénia oriental quando o Chefe chega...
Quando se atrasa desdobra-se em desculpas,  justifica-se...
Tosse, espirra, suspira, mostra-se doente, sacrificado...
Abre e fecha os armários como se procurasse algo...
Importante, muito importante claro!
Ri-se muito na cara do Chefe quando ele diz uma graçola...
Insinua-se, mostra-se, fala alto, para o Chefe ouvir...
Espera uma promoção que não tardará a chegar...
Nas costas, no íntimo, chama-lhe filho da mãe...
Quando chega a promoção, que sempre chega...
O Chefe passa a ser um gajo porreiro...

 
   
Máscara de Funcionário "Medíocre” (Erradamente)
Não corre pelos corredores, não se ouve...
Dá um bom dia tão sumido que o Chefe nem dá por ele...
Não abre nem fecha as portas dos armários insistentemente...
Sabe exactamente onde encontrar o que quer...
Quando se atrasa pede simplesmente desculpa...
Sorri, discretamente quando o Chefe diz uma graça...
Fala baixo, não se ouve, ninguém dá por ele...
Dói-lhe tudo, tem febre mas nunca está doente…
Espera secretamente uma promoção...
Mais que justa, todos o reconhecem...
Nunca chega...
O Chefe continua a ser respeitado, desculpado...
É leal, é conformado…
Às vezes acontece tornar-se Amigo do Chefe
Para sempre...
Nunca terá uma promoção…
Aumento? Só se for de trabalho…
Chefe que é Chefe não favorece Amigos!

     


Máscaras da Vida quem as não viu?
Quem as não põe neste palco que é a Vida?

Obs.: As imagens deste texto foram retiradas da Internet..
                                            

Elevador de Santa Justa


O Elevador de Santa Justa em estilo neogótico estabelece a ligação vertical entre a Rua do Ouro e a Rua do Carmo ao Largo do Carmo.
Foi concebido em 1898 pelo engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard, coadjuvado pelo arquitecto Louis Reynaud. Terá sido inaugurado a 10 de Julho de 1902, movido a vapor. No final de 1907 passou a ser accionado por energia eléctrica.
Atrai turistas, e não só, que se deliciam com o seu interior em madeira e latão para depois se enamorarem com as vistas que daí se alcançam sobre a cidade de Lisboa.
Em 1997 foi considerado Monumento Nacional.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Lisboa foi a cidade onde nasci num dia de nevoeiro. É uma cidade cheia de cantos e recantos que gosto de fotografar e descobrir.