domingo, 4 de maio de 2014

Dia de todas as Mães...





Mãe
Minha querida mãe

Tu que me alimentaste...
Me lavaste e vestistes...
Tu que me levaste à escola...
E quando eu já sabia ir sózinha...
Ficavas olhando na janela...
Até eu desaparecer na curva da rua...
Tu que te inquietaste quando eu namoriscava...
Tu que te apoquentavas quando eu trabalhava...
Tu que dizias que eu saía ao pai e exagerava...
Tu que choraste quando me casei...
Porque o casamento era uma carta fechada...
Ainda me lembro dessa lágrima escondida...
Tu que me ajudaste a criar o meu filho do coração...
Como se teu fosse, e também era...
Tens o meu amor profundo...
Tão profundo que não sei como expressá-lo...
Porque as palavras são curtas e o Amor é grande...
Desculpa mãe as preocupações que te dei...
A rebeldia da adolescência...
O desconhecimento da vida...
Tu que repetiste tudo com o meu filho...
Com tanto Amor como o que me deste...
Tanta coisa que não sei como agradecer...
Mas sabes mãe?
Hoje eu sei que não há Amor maior...
Do que aquele de quem é Mãe!

sábado, 3 de maio de 2014

Centro Nacional de Pensões e falta de recibos mensais...

 


São muitas as pessoas que se queixam que não sabem o que lhes é descontado na sua reforma do Centro Nacional de Pensões. Todos os meses se olha para o extracto bancário sem perceber o que significam os números que ali estão.
Eu era uma das vitimas até que me fartei e resolvi escrever directamente ao Ministro Mota Soares. Obtive resposta. Aqui fica a carta de quem já não tem paciência para aturar a inexperiência de tantos especialistas...




Exmo. Sr. Ministro Mota Soares

Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social

Praça de Londres, 2
1049-056 Lisboa                                  



Lisboa, 29 de Novembro de 2013

Beneficiário nº xxxxxxxxxxxx do Centro Nacional de Pensões


Exmo. Senhor Ministro


Desde o início deste ano que o valor que recebo da minha reforma é sempre uma incógnita.

Sempre trabalhei no sector privado, na verdade já nem sei bem, uma vez que ainda fiz parte dos Quadros de uma Seguradora que agora pertence ao Estado. A minha reforma é no entanto paga pelo Centro Nacional de Pensões.

Saiba V. Exa. que trabalhei 44 anos, reformei-me com 63 anos sem qualquer penalização a não ser o célebre factor de sustentabilidade. Sorte minha porque hoje já não seria assim uma vez que V. Exa. e os seus Colegas Ministros entendem que é preciso trabalhar até mais tarde e eu ainda por cima faço anos em Janeiro o que iria complicar a questão.

Fique descansado que não lhe venho pedir nenhum subsídio, nenhuma benesse, porque já sabia a sua resposta: a Segurança Social não é sustentável! Eu discordo, obviamente, porque sei o que tem sido feito com o meu dinheiro e o da minha entidade patronal. Depois estou de acordo com uma coisa, há realmente pessoas que não descontaram para as reformas que recebem mas essas estão no seu seio e não no meio dos meus.

Mas sabe, há uma coisa que me irrita muito e acho que é uma grande falta de consideração que V. Exa. tem para comigo e todos os que pertencem ao Centro Nacional de Pensões.

V. Exa. recebe um recibo de vencimento, não recebe? Todos os Funcionários Públicos recebem um recibo de vencimento, então pergunto-lhe porque é que eu não tenho o mesmo direito?

Já escrevi ao Centro Nacional de Pensões mas a resposta vinha de uma maneira que não é de certeza para se perceber e olhe que eu não sou burra.

Ora bem assim sendo, eu não sei o que me está a ser pago o que está a ser descontado, que IRS me está a ser aplicado, etc…

Ou seja, tenho o presente incerto dependente de um extracto bancário e um futuro muito incerto porque não sei se quando chegar a altura de fazer o IRS (vai ser preciso, não vai?) V. Exas. não me levam aquilo que eu não tenho.

Sabe, a minha ideia era ver se podia fazer umas poupançazitas para quando chegar esse terrível momento.

Para isso era preciso eu ter uma ideia, um recibo mesmo em papel reciclado, papel baratinho será que o Sr. Ministro não pode pedir lá ao Centro Nacional de Pensões que nos façam essa gentileza? 

Sabe eu pertenço aquela geração dos poupadinhos que nunca gastaram mais que a conta, deram um curso superior aos filhos para agora termos a geração mais bem preparada de sempre… mas enfim isso já era outra conversa e o que eu quero é o recibozito… Faça lá esse favor Sr. Ministro, acredite que lhe fico muito grata!

Sim, eu sei que era preferível eu morrer rápido para não terem que me pagar mais nada mas eu sou muito cuidadosa com a minha saúde, a atravessar a rua, até ando mais de transportes públicos porque andam por aí muitos doidos na estrada. 

Tenha também cuidado quando anda de mota e não naqueles nossos carros bonitos de alta cilindrada e entre tantos motoristas escolha um que respeite os sinais, as velocidades, essas coisas, que o Sr. Ministro ainda é muito novo e ainda tem muito tempo até chegar à reforma. Isto digo eu!...

Com os meus sinceros cumprimentos,

                                                                                                                 Atentamente

PS: Foto retirada da Internet
Nota: Foi recebida resposta com os valores descontados mensalmente