quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dia Internacional do Café



Hoje poucos saberão, e eu confesso também não sabia, mas é o Dia Internacional do Café.

Para quem, como nós, está mergulhado em notícias de crise é extremamente importante recordarmos que ainda temos no nosso País coisas positivas.

A 28 de Março de 1931 nasceu em Campo Maior, no seio de uma família humilde, um homem que deveria servir de exemplo a muito boa gente.

Gente que anda por aí, sem valores e desbaratando riquezas que, a maioria das vezes nem sequer lhes pertence, contribuindo para que estejamos de mão estendida pedindo uma ajuda internacional que, sinceramente, a mim me envergonha.

E envergonha-me porque afinal trabalhei tanto quanto me foi pedido, cumpri e cumpro todas as minhas obrigações fiscais, não dispendo mais do que posso e por isso me faz uma grande confusão que em tempos de crise se gaste mais do que se produz... Mas adiante que me estou a desviar do assunto…

Falava eu de Manuel Rui Azinhais Nabeiro um Homem, daqueles com H grande, que hoje é Comendador mas que aos 13 anos começou a trabalhar ajudando a sua mãe numa pequena mercearia e o seu pai e tios na torra do café. Depois da morte do seu pai assumiu a rédea dos negócios e em 1961 constituiu a Delta Cafés que rapidamente se expandiu e divulgou por aí fora o nome de Portugal.

Respeitado por todos, teve sempre uma intervenção activa na sociedade apoiando instituições sociais de solidariedade, tendo sido inclusivamente Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior.

E é em Campo Maior que existe o único Museu do Café da Península Ibérica que merece uma visita que se termina saboreando um excelente café.

Neste museu podemos conhecer toda a história desde a plantação da planta  assim como os vários processos que o grão vai sofrendo até chegar ao sublime momento em que cheira agradavelmente na nossa chávena.

Encontramos, devidamente recuperada, a primeira carrinha de distribuição dos cafés Delta, no meio de moinhos, chávenas, latas e tudo quanto se utiliza neste milagre de prazer que é o nosso café Delta.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Portugal, Portugal estou farta de música rasca...


Hoje, na primeira página do Diário de Noticias, Passos Coelho afirma: Este pedido de ajuda faz-se para que os portugueses vivam com menos angústia.

Pouco mais abaixo sob o título Medidas, diz-se: Salário mínimo vai sofrer corte ou estagnar até 2014.

Terei aqui que afirmar que não pertenço nem sou militante de nenhum Partido Politico. Nunca participei numa manifestação. Gosto mais de as observar.

Fiquei assim quando antes do 25 de Abril de 1974 me vi, involuntariamente, no meio de uma manifestação de estudantes e de polícia de choque armada e com cães de dentes afiados! Ainda hoje estou para saber como o cão mesmo ao meu lado não me deu uma dentada e o polícia não fez uso da força.

Mais tarde, aquando do 25 de Abril, mais propriamente no dia 26 saí de casa com a minha família sob protecção militar, porque morava perto do edifício da PIDE e eles estavam prontos para atacar. Na véspera ouvi os tiros que mataram as poucas vítimas de uma revolução de cravos… Ainda hoje lhes recordo os gritos!

E agora dou comigo a meditar como foi que perdemos todos os sonhos e chegamos a este ponto?

Que País é este de que tanto gosto mas que deixamos estragar tudo?

Só consigo pensar que a culpa é nossa. Deixamos levar-nos por palavras de boas intenções mas que escondiam muita outra coisa.

Dizem que há uma geração á rasca? Uma? Não, várias o que é muito pior!

A geração dos jovens licenciados, altamente qualificados como se diz, mas do que eu sinceramente duvido quando vejo os erros que dão na sua língua materna, quando mostram uma total ignorância da nossa história, da nossa cultura e da cultura em geral. Talvez altamente qualificados se entenda pela velocidade com que mandam mensagens de telemóvel e usam as novas tecnologias…

E a geração anterior? A geração que aos 20 anos andava de espingarda no meio do mato, que lutou, matou para não ser morto, que regressou e voltou á luta casou, teve filhos, comprou casa, trabalham alguns desde os 14, 15 anos, educou os filhos que hoje se intitulam “geração à rasca” mas que tiveram todas as mordomias, geração que agora esperava a reforma para finalmente descansar e ela lhes foge entre os dedos porque aumentou a idade da reforma e os filhos continuam em casa?

Geração que tem que continuar a trabalhar e não consegue dar apoio aos pais, aos sogros? Não está esta geração também á rasca? Se não lhe querem também chamar geração á rasca poder-se-á, talvez até seja mais apropriado, chamar-lhe geração sanduíche porque na verdade está entalada entre os pais e os filhos, quando não também os netos!

País, para onde caminhas tu se nós não mudarmos o rumo á nossa vida?

País sem Justiça, sem Saúde, sem Educação, sem Moral, sem Princípios mas que vai ter um TGV para Madrid quando eu na EasyJet compro um bilhete de ida e volta por 20 euros!

Temos que pensar até Junho mas pensar com a NOSSA cabeça!
 Isto tem que mudar!

sábado, 2 de abril de 2011

Dia Mundial da Consciencialização do Autismo


No dia 2 de Abril assinala-se o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo.

O autismo é uma grave perturbação de desenvolvimento da criança, que se prolonga durante toda a sua vida.

Normalmente os seres, dito normais, quando confrontados com a necessidade de lidar com uma criança autista sentem sérias dificuldades porque consideram que é uma criança fechada num mundo muito seu, silencioso e impenetrável.

Verifica-se que, embora o autismo resulte de uma disfunção no desenvolvimento do Sistema Nervoso Central e a investigação indique que factores hereditários e genéticos possam também ter um peso importante, também, a forma como o meio ambiente aceita e lida com estas crianças e jovens são determinantes no seu desenvolvimento e na sua inclusão social.

Existe a Federação Portuguesa de Autismo, (www.ama-autismo.pt) entre outras Instituições Particulares de Solidariedade que nos podem ajudar no melhor entendimento deste problema.
 

Convém ainda lembrar que estas crianças e jovens podem ter um coeficiente de inteligência superior ao normal como aconteceu com Mozart, Einstein, Darwin e Leonardo da Vinci, entre outros.

Todos juntos, compreendendo melhor esta diferença poderemos ser importantes na integração na sociedade dos portadores desta patologia.

Azul, a cor do céu, foi a cor que foi associada a esta patologia.